Machismo nosso de cada dia

Estava correndo para pegar o ônibus. Um sujeito me vê, corre em minha direção, me dá uma trombada e me emburra em uma árvore. Ainda ouço que sou abusada.

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A (nova) novela

Novela nova. Resolvo assistir o primeiro capítulo de curiosa. Deito no sofá, me cubro com o edredom. Eu e meu irmão ironizando a trama. Ele sai da sala para atender o celular. Quando volta, pergunta: Quem matou o Reginaldo Faria? Respondo que morreu de tiro, mas não vi a cena porque simplesmente *dormi*. Muito empolgante a nova novela.

A camisa

O poder de uma simples camisa de futebol ainda me é estarrecedor. Domingo, dia de jogo, estava com a camisa do meu time. Foi um tal de “Linda camisa! Bom gosto!” ou “O que estraga é essa camisa! Como pode torcer para esse time?” e variantes sobre o mesmo tema, aprovando ou não minha escolha. Acho muito chato ter que “dar explicações” por causa do time que torço ou ficar concordando com quem acha legal o meu time.

 

Nunca presenciei brigas por causa de futebol, mas essa também é uma das implicações de se usar a camisa do time que torcemos. Que diferença faz o time que torcemos? Por que essa obsessão? O país, como vai? E a sua vida, hein?!

Política Caseira

Cada vez mais me impressiono com a forma que as pessoas discutem política e/ou escolhem seus candidatos. O jornal passava uma notícia sobre a vitória de Obama e minha mãe soltou a pérola para o meu pai: E aí, você estava torcendo para o preto ou para o branco?

Quando chegou a minha vez de responder, eu disse o nome do candidato. E ela não resistiu: Esse é o preto ou o branco?

Peça e receba

Então uma empresa enviou fuzis pelo Correio para a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro? Que eficiência. Ainda bem que chegou, porque com esse tanto de assalto que tem acontecido com as cargas do Correio, imagina o presentinho de Natal que não seria para os bandidos… Mas a empresa seguiu a lei, que só permite o envio de 5 fuzis por pacote, o que foi seguido a risca.

Profissionalismo

Em mais uma operação policial no Rio de Janeiro, um PM foi morto. Minutos antes de ser baleado, ele havia falado pelo celular com a filha de nove anos, que estava doente. Sim, a notícia é triste e foi explorada na capa de um periódico popularesco da cidade.

O que me chamou a atenção, infelizmente, não foi a morte de mais um ser humano, mas a falta de profissionalismo do policial. Dado que você está subindo uma favela e provavelmente vai entrar em confronto com traficantes, não me soa muito inteligente atender o telefone nessas horas. Mesmo e, principalmente, por ter uma filha doente em casa. Não que sem atender o celular e ele ainda pudesse estar vivo, porém todo cuidado e a falta dele também é vital. Ou você gostaria de estar prestes a ser operado e o médico estar pendurado no telefone? E os motoristas dirigindo com o celular? Acho que cada vez mais estamos dependentes dessas “praguinhas” tecnológicas.

Outro ponto é o psicológico. É difícil sair para trabalhar e deixar os problemas em casa? É, entretanto, tem profissões que exigem uma dedicação maior, digamos assim. E no caso de não se conseguir uma folga neste determinado dia, o melhor mesmo é focar no deve ser feito, para o bem de todos. Seja no caso do policial, do médico, do motorista, da pessoa que está lavando o chão e deixa uma poça na qual alguém pode deslizar…

Cenas de um dia chuvoso

Acho ridículo quem veste os filhos iguais (monocromia, modelos iguais com cores diferentes ou não etc). Se forem gêmeos, pior ainda. Um viva a diversidade, pois mesmo gêmeos não são iguais, excluindo o DNA.

Sendo assim, uma mãe que veste a filha igual a ela mesma já não merece comentários. Quando o visual ainda inclui um chapéu esquisito… Rosa para filha e marrom para a mãe, combinando com os sobretudos.

A cereja do bolo é o fato que uma devia ter uns cinco anos e a outra estava a casa dos 30. Algo devia estava errado no modelito de uma delas. Ainda não cheguei a conclusão se era a mãe infantil demais ou a criança uma mini-adulta. Talvez um misto das duas coisas, devido aos acessórios infantis e ao sobretudo adulto.